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| O atraso constante dos ônibus também foi um dos problemas identificado pelos usuários. |
Higor Viana
Aline Soares
Bruna Kely
O Governo do Distrito Federal bem que tentou, mas a quantidade de novos ônibus ainda é insuficiente para atender a demanda crescente de usuários do transporte público. Desde junho, 286 novos ônibus passaram a integrar a frota do transporte público coletivo do DF atendendo as regiões da Estrutural, Recanto das Emas, Vicente Pires, Riacho Fundo I e II, Paranoá, Itapoã e São Sebastião, porém velhos problemas como atrasos e superlotação ainda são realidades enfrentadas pelos passageiros.
Feliciano Silva, 45, mora no Paranoá e utiliza o coletivo todos os dias para ir trabalhar no Plano Piloto. Segundo ele, “os novos ônibus trouxeram alguns benefícios para a população da cidade, mas ele diz que os ônibus ainda estão muito cheios, devido ao fato de um mesmo coletivo atender a duas regiões administrativas (Paranoá e Itapoã)”.
Outro problema identificado pelos usuários é o atraso constante. Segundo a estudante Erika Alvinco, 23, o conforto dos veículos não ameniza o problema. “Após a entrada dos novos ônibus, as viagens estão sofrendo atrasos, a quantidade de ônibus diminuiu e os coletivos são menores, apesar de mais confortáveis”.
De acordo com o professor da UnB, José Matsuo Shimoishi, especializado em engenharia de transportes públicos, somente a renovação da frota não solucionará os problemas recorrentes no sistema. É necessária a criação de um plano de operação. “um detalhamento da atuação do novo sistema, no tocante a horários e itinerários”. Para ele, as agências reguladoras de transportes deveriam ter um poder fiscalizador mais eficiente “de nada adianta termos GPS nos ônibus, se não temos fiscais nas ruas, verificando a prestação do serviço”.
O especialista também destaca a importância do treinamento dos funcionários, e sugere que o governo deveria cadastrar os empregados das empresas, a fim de fiscalizar serviços realizados. “eles são prestadores de serviço público, tem que haver uma fiscalização mais forte sobre os mesmos”. Porém, os efeitos demorariam a aparecer para o usuário. Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do DFTRANS não se pronunciou.

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