31 de outubro de 2013

[Educação] Alunos promovem ciclo de palestras no IFB

Alunos do Instituto Federal de Brasília promoveram o I Ciclo de Palestras IFB. O evento aconteceu no dia 21 de outubro e contou com a participação do Sebrae e professor convidado.

Hanna Baoli

O professor Fabrício Turturro falou sobre
Atendimento ao Cliente
Na segunda-feira (21), os alunos do curso Organizador de Eventos do Instituto Federal de Brasília (IFB) promoveram o I Ciclo de Palestras IFB. O evento contou com a participação dos professores Fabricio Turturro, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Marcos Duarte, da Faculdade Anhanguera de Brasília. As palestras aconteceram no campus do IFB de Taguatinga Centro, localizado a QSD, Área Especial 1, Edifício Spazio Duo, Pistão Sul.

Acompanhado de Caroline Tavares, da área de cerimonial do Sebrae, o professor Fabrício Turturro falou aos presentes sobre Atendimento ao Cliente. Segundo Fabricio, atender bem os clientes é essencial para que o negócio vá pra frente. “A primeira regra é nunca trazer problemas pessoais para o trabalho. Se eu não atender bem o meu cliente, minha empresa fecha”, disse.

Tratando sobre os Aspectos Teóricos dos Eventos o professor
 Marcos Duarte prendeu atenção dos presentes
Em seguida, o professor Marcos Duarte apresentou os Aspectos Teóricos dos Eventos. Para ele, as pessoas aproveitam os eventos, mas não sabem o que se passa por trás. “Na prática tudo é fácil e bonito, mas ninguém sabe o trabalho que temos para organizar projetos”, afirmou.

Direcionado às turmas de Eventos e Recepcionistas, com o apoio dos alunos e da docente Camila Oliveira, do IFB, a iniciativa agradou aos presentes, que pediram uma segunda edição do ciclo.

21 de outubro de 2013

[Kids BSB] Diversão e arte em um só lugar

Mostra de festas infantis chega a Brasília e encanta pais e filhos. Expositores, atrações, exibição de filmes infantis, brinquedos, personagens famosos, workshops e palestras fizeram parte do evento.

Hanna Baoli

No fim de semana de 19 e 20 de outubro, Brasília recebeu a 1ª Mostra de Festas Infantis – Kids BSB.  O evento aconteceu no Clube do Exército, localizado no Setor de Clubes Sul, e trouxe diversas atrações, oficinas, palestras e muitas novidades. Em sua primeira edição, a Kids BSB. reuniu os principais profissionais do setor de festas e decorações.

Em cada estande uma diversão. Delícias, decorações e inovações para as festas infantis puderam ser observadas e saboreadas nos dois dias de evento. Personagens foram utilizados para atrair a atenção das crianças presentes no local. A alegria e as novidades estavam espalhadas por todo lado e agradaram ao público presente. Muitos pais compareceram à mostra para conhecer as melhores e maiores empresas de entretenimento que realizam de forma animada o aniversário de seus filhos.

Uma das novidades que chamou atenção é uma ideia da Lollipaper, o Candy Car. O carrinho repleto de guloseimas traz ainda uma parceria para que sua festa esteja recheada de doces e cupcakes, tendo a opção de ter dois carros ou apenas um misturando as guloseimas com mini cupcakes. Durante três horas e para a diversão da criançada, o carrinho permanece na comemoração acompanhado de um personagem com o tema escolhido.

Candy Car acompanha personagem com o tema escolhido,
 no evento foi escolhida a Turma do Chaves
Além do Candy Car, Valéria Silveira, criadora e idealizadora do projeto, idealizou a Lollipaper in box. As festas em caixa trazem facilidade e tranquilidade para as mães que não têm tempo de correr atrás de muitos detalhes. Segundo Valéria, a ideia surgiu de uma necessidade particular. “Minha filha queria muito uma festa dos três porquinhos. Pela dificuldade de achar o tema e a falta de tempo acabei fazendo tudo em meu apartamento”, disse.

A caixa traz um kit de festa completo com o tema escolhido, chega na sua casa e basta você abrir e se divertir. Canudos, enfeites, panos para mesa, fitas de decoração, entre outras coisas são recebidas para a comemoração ficar divertida.

O objetivo da 1ª mostra foi apresentar o que existe de mais moderno e inovador nas práticas do segmento de festa infantil. Além de agradar a todos, o evento arrecadou brinquedos que serão doados à instituições carentes. 

14 de outubro de 2013

[Violência] Valentões x Purpurina



Cresce número de agressões contra homossexuais no Brasil. Em 2012 foram 4.851 vítimas de algum tipo de violência. O Distrito Federal registrou aumento de 431,11% em um ano. 


Hanna Bárbara 
Ícaro Andrade 
Luciano Beregeno


Na madrugada do dia 28 de agosto, Silvério Laje Rodrigues – conhecido como Amanda – foi encontrado esfaqueado no seu apartamento, localizado na QNE em Taguatinga Norte. Amanda foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com um pulmão perfurado e cortes nas mãos, após prestar depoimento à polícia civil veio a óbito. O suspeito continua foragido.

Casos como esse são apenas uma estática dos crimes sem solução no Distrito Federal (DF) e no Brasil. Em 2012, foram registradas 3.084 denúncias de violações relacionadas à população de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT).

Os homicídios são apenas um dos lados da violência praticada contra homossexuais no Brasil. A beira das denúncias que jamais chegarão aos registros oficiais, outras agressões crescem e permanecem impunes. 

No início de setembro deste ano, um casal de homossexuais foi “convidado” a se retirar de um Shopping, no centro de Taguatinga (DF), porque trocavam carícias. Nada que ultrapassasse um beijo no rosto, segundo o relato de Daniel Araújo, 20. Diante da atitude dos seguranças do local, o casal procurou a 12ª Delegacia de Polícia Civil de Taguatinga onde tiveram o registro da denúncia negado e a ordem de ir direto ao Ministério Público (MP). Mas nada poderia ser feito sem o boletim de ocorrência. 

Casos como esse não são raros, comumente se tornando regra. O relatório divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) indica que os crimes contra homossexuais no Brasil cresceram 166% em 2012. Segundo a SDH, as denúncias mais comuns foram na ordem, violência psicológica, discriminação e violência física. O mesmo relatório traz ainda um dado preocupante: em 2011, 1.713 homossexuais foram vítimas de algum tipo de violência no País. 

Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia, em 2012, o Brasil registrou 336 homicídios contra homossexuais. Destes, 70% não foram resolvidos, entrando para a lista dos crimes impunes.

DF
O Distrito Federal também contribuiu com os índices do relatório. Em um ano, o aumento de casos de violência contra homossexuais na capital da República saltou de 45 em 2011, para 239 em 2012, mais de 400% de crescimento na escala da violência (veja quadro ao lado).

O curioso é que casos como o do casal Daniel e Emanoel - aquele casal maltratado num Shopping Center de Taguatinga de quem falamos há pouco - não aparecem nas estatísticas, pois não chegaram a ser registrados. O Estado brasileiro não sabe o que aconteceu com eles. Aos marginalizados e excluídos, muitas vezes resta o caminho da depressão e do suicídio, vítimas da pressão psicológica. A esperança é que a divulgação anual dos dados, mude essa realidade.

Segundo Gustavo Bernardes, coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT da SDH, o relatório pode atuar no sentido de trazer a questão à discussão pública. “Este é um instrumento fundamental para o enfrentamento a violação e promoção dos direitos LGBT”, disse ele em entrevista, na apresentação do relatório.

Quanto ao assassinato do travesti Amanda, citado no início da reportagem, o caso continua sem solução e, segundo o delegado, não existem pistas sobre o suspeito.

2 de outubro de 2013

[Violência] Cresce número de agressões contra homossexuais no Brasil

Em 2012 foram 4.851 vítimas de algum tipo de violência. O Distrito Federal registrou aumento de 431,11% em um ano.


Protesto contra a homofobia em Brasília

Hanna Bárbara
Ícaro Andrade
Luciano Beregeno

Passava pouco mais da meia noite e meia quando o travesti Amanda – identidade de gênero de Silvério Laje Rodrigues – foi esfaqueado em seu apartamento, na QNE em Taguatinga. Levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com um pulmão perfurado e cortes nas mãos, ele ainda teve tempo de prestar depoimento à polícia civil. Mas morreu logo depois. O caso aconteceu numa quarta-feira 28 de agosto e até hoje o suspeito de assassinar Amanda, continua foragido.

Amanda seria apenas uma estatística nos relatórios oficiais do poder público, não fossem outras inúmeras Amanda’s que aguardam a solução dos crimes dos quais foram vítimas, amarelando nas gavetas das delegacias do Distrito Federal (DF) e do Brasil. Em 2012, o Brasil registrou 336 homicídios contra homossexuais. Destes, 70% não foram resolvidos, entrando para a lista dos crimes impunes apontados pelo Relatório 2012 de Assassinato de Homossexuais no Brasil, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia.

Mas homicídios são apenas um dos lados da violência praticada contra homossexuais no Brasil. No limbo das denúncias que jamais chegarão aos registros oficiais, outras agressões crescem e permanecem impunes. 

No início de setembro deste ano, num grande shopping de Taguatinga – região administrativa do Distrito Federal – um casal de homossexuais masculinos foi “convidado” a se retirar do local porque trocavam carícias. Nada que ultrapassasse um beijo no rosto, segundo o relato de Daniel Araújo, 20. Indignados com a postura dos seguranças do local, o casal procurou a 12ª Delegacia de Polícia Civil de Taguatinga. Diante da negativa do delegado plantonista em registrar a denúncia, eles foram orientados a procurar o Ministério Público (MP). “Na hora achei que seria mais rápido no MP, pois abriríamos um processo contra o estabelecimento”, conta uma das vítimas. O problema é que apenas quando chegaram ao MP perceberam que a denuncia deveria ter sido registrada, pois precisariam do boletim de ocorrência para dar continuidade ao procedimento.

Casos como esse não são raros, comumente se tornando regra. O relatório divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) indica que os crimes contra homossexuais no Brasil cresceram 166% em 2012. Segundo a SDH, as denuncias mais comuns foram na ordem, violência psicológica, discriminação e violência física. 

O mesmo relatório traz ainda um dado preocupante: em 2011, 1.713 homossexuais foram vítimas de algum tipo de violência no País. Esse número cresceu em 2012, chegando a 4.851 vítimas, um aumento de 183,19%.

DF

O Distrito Federal também contribuiu com os índices do relatório. Em um ano, o aumento de casos de violência contra homossexuais na capital da República saltou de 45 em 2011, para 239 em 2012, mais de 400% de crescimento na escala da violência (veja quadro ao lado).

O curioso é que casos como o do casal Daniel e Emanoel - aquele casal maltratado num Shopping Center de Taguatinga de quem falamos há pouco - não aparecem nas estatísticas, pois não chegaram a ser registrados. O Estado brasileiro não sabe o que aconteceu com eles. Aos marginalizados e excluídos, muitas vezes resta o caminho da depressão e do suicídio, vítimas da pressão psicológica. A esperança é que a divulgação anual dos dados, mude essa realidade.

Segundo Gustavo Bernardes, coordenador geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) da SDH, o relatório pode atuar no sentido de trazer a questão à discussão pública. “Este é um instrumento fundamental para o enfrentamento a violação e promoção dos direitos LGBT”, disse ele em entrevista, na apresentação do relatório.

Quanto ao assassinato do travesti Amanda, citado no início da reportagem, o caso continua sem solução e, segundo o delegado, não existem pistas sobre o suspeito.

30 de setembro de 2013

[Parque Águas Claras] O espaço da qualidade de vida


Com atividades que vão da caminhada a Yoga, a reserva, cravada numa das áreas mais movimentadas da cidade, é um convite aos amantes dos exercícios ao ar livre e da meditação 


A área é o local de encontro de quem busca o parque
para a realização de atividades físicas
Raquel Rolim
Rodrigo Soares
Rodrigo Vilela
 

Localizado às margens da Avenida Castanheiras, em Águas Claras, a reserva ecológica recebe em média quatro mil pessoas de diversas regiões do DF, que visitam a área para interagir com a natureza. Grupos de Yoga e o projeto Ginástica nas Quadras são exemplos de iniciativas que garantem doses de exercício durante toda a semana.

Maria de Fátima Sousa, instrutora e uma das criadoras do grupo de Yoga no parque, procurou as atividades físicas por recomendação médica: “Depois que comecei a praticar exercícios no parque e o Yoga eu reduzi a quantidade de calmantes, antidepressivos e pílulas para abaixar a pressão”.

O grupo começou a se reunir no parque há cerca de dois anos junto ao projeto Ginástica nas Quadras, com o intuito de trazer melhorias no lazer, saúde e autoestima na terceira idade. A iniciativa veio de uma vontade de ajudar e fazer o bem a pessoas idosas dando atenção, carinho e ajudando a relaxar. “O Yoga não só relaxa, acalma quanto melhora a concentração e paciência para muitos deles”, conta Maria de Fátima.

Para participar basta ir até o parque nos horários de 6h30 ás 8h de segunda a sexta-feira e levar um colchonete. Não há limite de idade. É recomendável para gestantes e a todos que desejam iniciar o dia de bem com a vida e mais tranquilo.

27 de setembro de 2013

Novos ônibus não resolvem velhos problemas do transporte coletivo


O atraso constante dos ônibus também foi um dos problemas
identificado pelos usuários.
Cidades do Distrito Federal beneficiadas com ônibus novos, continuam com problemas de atrasos e superlotação.

Higor Viana
Aline Soares
Bruna Kely


O Governo do Distrito Federal bem que tentou, mas a quantidade de novos ônibus ainda é insuficiente para atender a demanda crescente de usuários do transporte público. Desde junho, 286 novos ônibus passaram a integrar a frota do transporte público coletivo do DF atendendo as regiões da Estrutural, Recanto das Emas, Vicente Pires, Riacho Fundo I e II, Paranoá, Itapoã e São Sebastião, porém velhos problemas como atrasos e superlotação ainda são realidades enfrentadas pelos passageiros.

Feliciano Silva, 45, mora no Paranoá e utiliza o coletivo todos os dias para ir trabalhar no Plano Piloto. Segundo ele, “os novos ônibus trouxeram alguns benefícios para a população da cidade, mas ele diz que os ônibus ainda estão muito cheios, devido ao fato de um mesmo coletivo atender a duas regiões administrativas (Paranoá e Itapoã)”.

Outro problema identificado pelos usuários é o atraso constante. Segundo a estudante Erika Alvinco, 23, o conforto dos veículos não ameniza o problema. “Após a entrada dos novos ônibus, as viagens estão sofrendo atrasos, a quantidade de ônibus diminuiu e os coletivos são menores, apesar de mais confortáveis”.
 

De acordo com o professor da UnB, José Matsuo Shimoishi, especializado em engenharia de transportes públicos, somente a renovação da frota não solucionará os problemas recorrentes no sistema. É necessária a criação de um plano de operação. “um detalhamento da atuação do novo sistema, no tocante a horários e itinerários”. Para ele, as agências reguladoras de transportes deveriam ter um poder fiscalizador mais eficiente “de nada adianta termos GPS nos ônibus, se não temos fiscais nas ruas, verificando a prestação do serviço”.

O especialista também destaca a importância do treinamento dos funcionários, e sugere que o governo deveria cadastrar os empregados das empresas, a fim de fiscalizar serviços realizados. “eles são prestadores de serviço público, tem que haver uma fiscalização mais forte sobre os mesmos”. Porém, os efeitos demorariam a aparecer para o usuário. Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do DFTRANS não se pronunciou.